segunda-feira, 15 de junho de 2015

Acordares - 5:31

Era vazio no parado do dia.
O silêncio inundado.
Não dormia quando o sol entrou.
O amanhecer veio aos olhos estatelados.
Aquela hora, dia preenchendo noite,
sem ser.
O dia seria dia, era determinado, fato.
Ele sofria do não ser.
O corpo sentia o cobertor até as fibras.
Aspirava o por menor
de grandezas suas.
Fazia frio, esticava pernas.
Pensamento fundo que os olhos davam.
A pele brilhava alinhada.
Expirava orgulhos outros.
Emaranhados desejos do não
ser. 

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