quarta-feira, 15 de junho de 2016

ATO 1 – A Louca

Tua vibração pulsa, percorre o chão é absorvida pelas papilas das plantas dos pés. Os tambores temperam a carne, amaciam no balanço.

Não é perfume de butique é nosso cheiro de suor movimento.

Desfila. Desfila sim. Olha nos olhos estranhos que te encontram.

Canta com a boca dos outros, a saliva coletiva derrete os pudores.

No balance dos jogos de ritmo improvisado, é calor, meu corpo derretendo em gostos, tua língua refrescando os desejos.

Nas voltas das bundas, dos nossos braços, no meio da multidão de olhos sorrisos, a gente.

Ao som do surdo, do toque crescendo embalando corações, teu compasso firmando minha composição.

Não é procura é encontro, boca sem dizeres. Achamo-nos.
 

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